O ministro do Turismo, Pedro Novais, vai à Câmara hoje (16) para prestar esclarecimentos sobre denúncias de desvio de recursos públicos na sua pasta, feitas pelo Ministério Público Federal do Amapá e pela Polícia Federal. A audiência será realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor. No total, podem ter sido desviados mais de R$ 10 milhões.

No dia 9 de agosto, a Polícia Federal deflagrou a Operação Voucher, destinada a investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos do Ministério do Turismo. A Justiça expediu mandados de prisão de 38 pessoas, em Brasília, São Paulo, Macapá e Curitiba. Trinta e seis pessoas foram presas e interrogadas em Macapá. Todas já foram libertadas.

Segundo a PF, as investigações se iniciaram em abril, a partir de levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), que identificou irregularidades em um convênio de R$ 4,4 milhões entre o ministério e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), uma organização sem fins lucrativos. A finalidade do convênio era qualificar 1,9 mil profissionais de turismo no Amapá.

As investigações constataram que não houve a qualificação de profissionais, e os recursos foram pagos a empresas que só existem no papel.

A PF afirma que integrantes da cúpula do ministério participaram do desvio de R$ 3 milhões dos R$ 4,4 milhões liberados. Entre os acusados estão o secretário-executivo do ministério, Frederico da Costa (o segundo na hierarquia do ministério), e o secretário de Programas de Desenvolvimento de Turismo, Colbert Martins. Todos os acusados negam envolvimento no desvio.

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