Ministro do TST chama reforma de estelionato
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segunda-feira, 14 de julho de 2003
Agência Folha 
Brasília - O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Francisco Fausto, declarou ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e que agora se sente ''vítima de estelionato eleitoral'', em entrevista na qual critica duramente a reforma da Previdência.
Já o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Maurício Corrêa, disse ontem que espera o cumprimento integral do acordo firmado com líderes governistas na semana passada. ''Confio que as tratativas iniciais sejam mantidas.''
Em nome dos juízes, que reagem contra a perda de direitos, Corrêa negociou o acordo que permitiria preservar a aposentadoria integral e a paridade de reajuste. Ele disse ontem que nenhum representante do governo o avisou do recuo.
Fausto afirmou que ''os verdadeiros inimigos'' do país seriam o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial, que estariam ''ditando normas e regras'' e teriam imposto a reforma previdenciária. Para ele, os servidores é que têm sido tratados como inimigos.
''Nós, servidores públicos, não somos inimigos do país. Os verdadeiros inimigos muitas vezes estão ditando normas e regras. Todo mundo sabe que esse projeto de reforma nasceu por imposição do FMI, do Banco Mundial, enfim desses organismos internacionais que há muito tempo controlam a economia brasileira.''


