Ministro do Trabalho defende 'PEC do Emprego'
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sexta-feira, 13 de março de 2009
Karla Losse Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), defendeu ontem em Curitiba a ideia de uma legislação que vincule benefícios fiscais à manutenção ou geração de emprego, como a nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que tramita na Assembleia Legislativa, após uma outra lei com o mesmo objetivo ter sido rejeitada pelos deputados.
Para o ministro, qualquer medida que reforce a manutenção de empregos é válida. Ele anunciou que o governo federal está tomando medidas similires em Brasília, vinculando os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) à garantia da estabilidade de emprego.
''Não pode o dinheiro público - que é de todos - servir só para uma parte. Não pode uma empresa pegar dinheiro para crescer, ter incentivos e fazer o seu capital de giro demitindo o trabalhador'', afirmou Lupi.
Sobre as críticas de que as empresas não conseguiriam manter a taxa de emprego neste momento de crise porque não teriam como suportar a folha de pagamento, Lupi foi enfático. ''Por que essas empresas que lucraram muito em 2008 não chamaram nenhum trabalhador para dividir os lucros? É muito simples você ter um momento de dificuldade e achar que resolve esse momento demitindo'', questionou.
O ministro discorda das posições pessimistas dos economistas e dos resultados de pesquisas, como a divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontou uma queda 4,5% em janeiro no nível de emprego industrial no Paraná, contra queda de 2,5% no Brasil. Segundo o ministro, dados mais atuais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), já mostrariam avanços. ''A economia brasileira está com um mercado interno muito forte, com um ganho real de salário mínimo. A partir de março o Brasil vai ser o primeiro país a crescer tanto na economia quanto na geração de emprego'', afirmou.
O senador Osmar Dias (PDT) - que acompanhava o ministro - também defendeu medidas que evitem o desemprego. Para ele, o governo poderia fazer cumprir a legislação já aprovada pela Assembleia neste sentido, uma vez que a PEC idealizada pelo Executivo foi rejeitada. O senador, no entanto, não é tão otimista quando ao futuro da economia. ''Eu defendo que seja feito alguma coisa neste momento de crise porque há uma ameaça de desemprego muito grande no país'', diz.


