Ministro do STF concede liberdade a auditor da Publicano
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quarta-feira, 09 de agosto de 2017
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar em habeas corpus impetrado pela defesa do auditor da Receita Estadual de Londrina, Orlando Coelho Aranda, que estava preso há um mês. A prisão foi decretada em 8 de julho pelo juiz titular dos processos da Operação Publicano, Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal, atendendo pedido dos promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que consideraram intimidatória a atitude de Aranda de permanecer em frente ao órgão filmando a entrada e saída de funcionários, policiais e promotores.
O advogado de Aranda, Walter Bittar, disse que ter alegado que não houve intimidação; que não existia qualquer medida judicial para impedir a proximidade de Aranda do prédio do Gaeco; que nada foi encontrado no cumprimento do mandado de busca e apreensão executado, no dia da prisão; que não havia qualquer testemunha no Gaeco que pudesse ser intimidada com a presença do auditor; que a prisão é medida extrema; que houve perseguição por seu cliente ter feito denúncias contra o Ministério Público. "Argumentei, também, que intimidação é diferente de incômodo. Não houve intimidação. Pode ter havido incômodo", disse Bittar. O auditor foi condenado a 14 anos de prisão na Publicano 1 e responde, também, aos processos decorrentes da quarta e sexta fases da Publicano.
O pedido de revogação da prisão havia sido negado pela juíza substituta, Deborah Penna, e a defesa foi ao TJ (Tribunal de Justiça) e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde também não obteve êxito. Somente no STF o pedido de liminar foi acatado, em decisão proferida na terça-feira (8) por Gilmar Mendes. "Defiro o pedido de medida liminar para suspender os efeitos da ordem de prisão preventiva decretada em desfavor do paciente Orlando Coelho Aranda", decidiu Mendes.


