Ministro diz que se for chamado, depõe no Senado
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quinta-feira, 29 de abril de 1999
Das Agências 
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou ontem em Nova York que aceita prestar depoimento à CPI dos Bancos. Se eu for convocado, é claro que vou. Depende de eles (os membros da CPI) me chamarem , disse o ministro, após participar de um almoço em Nova York. Essa é a primeira vez que Malan admite em público a possibilidade de depor. Essa hipótese vinha sendo defendida, a princípio, apenas por senadores de oposição, mas ganhou adeptos mesmo entre aliados do governo após a tentativa frustrada de ouvir o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes, na última segunda-feira.
O ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes vai assinar o termo de compromisso como testemunha ou réu e responder às perguntas que achar conveniente, quando for convocado novamente a depor à CPI dos Bancos. A informação foi dada ontem pelo advogado de Lopes, Luiz Guilherme Vieira, para quem o economista volta ao Senado amparado pela decisão do STF, que lhe garantiu o direito de deixar de responder perguntas que possam incriminá-lo.
O presidente da CPI, senador Bello Parga (PFL-MA), ficará afastado da comissão pelos próximos dez dias, recuperando-se de uma angioplastia a que foi submetido na quarta-feira no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. A angioplastia com colocação de prótese foi necessária para desobstruir a artéria coronária - havia o risco de enfarte. Ele deve ter alta hoje.
O senador deve ser afastado de qualquer tipo de tensão nesta fase de recuperação, disse o cardiologista José Antonio Ramires, diretor do Incor. Depois dos dez dias, a previsão é de que Parga retome normalmente suas atividades como senador.
Bello Parga havia se sentido mal no sábado e na segunda-feira presidiu a sessão na qual o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes foi preso após se negar a assinar o termo de compromisso de dizer a verdade em seu depoimento à CPI.


