Ministro diz que PMDB manterá apoio ao PT
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sábado, 04 de dezembro de 2004
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro da Coordenação Política Aldo Rebelo afirmou ontem que tem certeza que o PMDB manterá o apoio ao Governo Federal, mesmo que a Convenção Nacional do partido decida pelo afastamento e não participação no governo, com a retirada de seus dois representantes, os ministros das Comunicações, Eunício Oliveira, e da Previdência Social, Amir Lando.
Rebelo, que participou ontem em Curitiba da abertura do Encontro Nacional de Cooperativistas Paranaenses, ressaltou, ainda, que o Governo Federal mantém sua posição desde que o PMDB passou a integrar a base do governo. ''Os governadores defendiam que o PMDB não devia ter participação no governo e nossa posição é de que quem apóia o governo deve participar do governo. Caso contrário teremos partidos de primeira classe, que participam do governo e partidos de segunda classe, que não participam do governo, criando um desequilíbrio'', disse. Para ele, a participação no governo é importante para concretizar não apenas o apoio do partido, mas também para dar possibilidade a seus quadros de ajudar na administração e governabilidade.
O ministro também prestou alguns esclarecimentos sobre as suposições de que a Operação Sentinela da Polícia Federal (PF) foi desencadeada com objetivo de desestabilizar a participação do PMDB no governo. A operação resultou na prisão, anteontem, de dez acusados de fraudar licitações no Tribunal de Contas da União (TCU), entre eles proprietários de empresas de segurança privada. Uma das empresas, a Confederal Vigilância e Transporte de Valores Ltda., pertence ao ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, que é da cota do PMDB no governo.
''A operação não atingiu o ministro, mas sim a empresa da qual o ministro está afastado de suas funções de dirigente desde 1998. E a respeito disso o ministro da Justiça Marcos Thomaz Bastos já prestou todos os esclarecimentos que o governo deveria prestar sobre esse assunto'', afirmou.
Sobre a possibilidade de o governo aumentar a participação do PMDB nos ministérios, Rebelo afirmou que isso depende da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PMDB realizará uma convenção do partido no próximo dia 12, para decidir entre continuar na base governista, manter uma posição de independência ou partir para a oposição.
Atualmente, o partido governa cinco Estados (RJ, PE, RS, SC e PR) e o Distrito Federal, possui 23 senadores, 76 deputados federais e teve mais de mil prefeitos eleitos nas eleições deste ano.


