Ministro diz que não descarta novos convênios com a Odebrecht
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quinta-feira, 30 de março de 2017
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 

Curitiba O ministro Torquato Jardim, da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), disse nesta quinta-feira (30) que os critérios e benefícios do programa Pró-Ética 2017, de fomento à integridade, são "rigorosamente válidos" para todas as empresas, incluindo aquelas envolvidas na Operação Lava Jato. Ele falou rapidamente com a imprensa durante encontro na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba.
Criada em 2010, em parceria com o Instituto Ethos, a iniciativa tem como objetivo destacar a importância da ética e transparência na relação de negócios entre os setores público e privado. Neste ano, o prazo para inscrições vai até 28 de abril. O tema também foi abordado no último EncontrosFolha, que teve como um dos painelistas o coordenador da força tarefa da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima.
"Nada impede que, dentro da melhor lealdade e honestidade processual possível, nós aproveitemos tudo o que for investigado, e vamos aproveitar, aceitamos tudo o que for declarado, para outros fins", afirmou o ministro.
Jardim lembrou que há três grupos constitucionais, além da própria CGU, trabalhando na área anticorrupção no Brasil: Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF) e Advocacia Geral da União (AGU). "Partimos do mesmo fato, da mesma investigação, para fins diferentes, de modo que não há conflito algum de competência nessa matéria", assegurou.
O ministro contou que o governo federal pode voltar a contratar com a Odebrecht, uma das companhias investigadas no esquema de desvio instalado na Petrobras. A empreiteira ficou sem 77 de seus funcionários, incluindo principais executivos, que optaram por assinar uma delação premiada para diminuir suas penas. "Desde que passe pelo crivo do Ministério da Transparência, sim. Cabe ao Ministério, por imposição legal, definir no âmbito da contratação do Executivo se haverá inidoneidade ou não para qualquer das empresas que fizeram acordo de leniência com o MPF".


