Ministro diz que há planos para matar Chávez
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sexta-feira, 03 de maio de 2002
Agência EFE 
CaracasO ministro da Defesa venezuelano, José Vicente Rangel, disse ontem que tem informações muito bem fundamentadas sobre a existência de um suposto plano para assassinar o presidente Hugo Chávez e de gente que acha que pode empreender uma nova aventura golpista contra o governo.
Tenho informações sobre a possibilidade de um magnicídio (assassinato do presidente), disse Rangel à comissão especial da Assembléia Nacional (AN), que, desde sábado, investiga as razões políticas que levaram ao golpe cívico-militar do dia 11 de abril, que tirou Chávez do poder por 48 horas.
Rangel negou que no dia 11 de abril tenha acontecido um vazio de poder ou que houvesse razões para justificar uma rebelião contra o governo. Chávez foi tirado do Palácio de Miraflores, a sede do governo, por oficiais de alta patente, que o levaram a diversos lugares até que no dia 13 de abril foi resgatado por militares leais.
TemorO presidente do principal sindicato venezuelano, Carlos Ortega, pediu ontem que seu depoimento à comissão legislativa que investiga as causas da crise de abril seja adiado até que sua segurança esteja garantida. O secretário-geral da Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV), Manuel Cova, informou aos jornalistas que Ortega está disposto a atender a citação da comissão, mas quer fazê-lo em condições de que sua dignidade humana seja respeitada e sua segurança garantida.
Cova argumentou que na última quinta-feira, durante o depoimento do empresário Pedro Carmona, pessoas que estavam na porta do Palácio Legislativo expressaram sua revolta contra o líder do fracassado golpe.


