Ministro defende entrosamento

Tânia Monteiro
e Edson Luiz
Agência Estado
De Brasília
José Gregori assumiu o Ministério da Justiça defendendo o trabalho em equipe para que o governo vença a guerra contra a violência e o narcotráfico. ‘‘É preciso haver entrosamento porque ninguém ganha essa guerra sozinho’’, disse Gregori. Depois de elogiar seu antecessor, José Carlos Dias, avisou: ‘‘Não vou agir politicamente.’’
Na cerimônia de posse, no Palácio do Planalto, José Gregori listou as prioridades de sua administração, destacando a necessidade de ser colocado em prática um plano ‘‘abrangente, vigoroso e democrático’’ para enfrentar a violência e a impunidade. ‘‘Não podemos decepcionar a sociedade que está na expectativa de mais justiça e de policiais que enfrentem a realidade, sem desrespeitar os direitos humanos’’, prosseguiu Gregori, que insistiu na necessidade de os trabalhos de todos os órgãos serem desenvolvidos ‘‘em harmonia’’.
Gregori não citou o nome do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso, com quem terá que se entender para evitar novos confrontos nas operações de combate ao narcotráfico, que levou à queda de Dias e do juiz Wálter Maierovitch, da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).
Segundo Gregori, o general e o diretor da Polícia Federal, Agílio Monteiro Filho deverão se reunir e definir, em um mês, as alterações no decreto que criou a Senad, para aperfeiçoar e esclarecer as suas atribuições, ‘‘para que não pairem mais dúvidas’’. ‘‘Não há mais crise’’, disse o ministro. ‘‘O que se espera do governo, agora, são resultados’’, afirmou Gregori em entrevista, depois de ressaltar que a hora é de ‘‘tapar os fios descapados das vaidades’’. ‘‘Cabe ao Ministério da Justiça comandar a Polícia Federal’’, avisou o novo ministro, ao anunciar que a sua relação a Polícia Federal é de ‘‘respeito e disciplina’’.
Gregori defendeu ainda uma Polícia Federal ‘‘cada vez mais ágil e moderna porque polícia que não se moderniza, permanentemente, se esclerosa’’. Segundo ele, ‘‘ninguém vai abrir mão de sua autonomia ou vai promover mudanças na Constituição (sobre as atribuições da PF)’’.

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