Ministro defende conversa do PT com o PDT e PPS
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sábado, 07 de maio de 2005
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As conversas do PT sobre alianças no Paraná podem não se restringir ao PMDB. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT) defendeu a necessidade de o partido conversar com o PDT de Osmar Dias, e também com o PPS sobre futuras alianças, visando à reeleição do presidente Lula. ''Se as alianças forem feitas em nível nacional, então no Estado também podemos formalizar as alianças que sustentam esse projeto'', justificou.
Bernardo disse que o PT não deve ter problemas em conversar com esses partidos, PDT e PPS, se houver uma avaliação de que esta é a melhor condição para a reeleição. ''Temos essa obrigação de conversar com o PDT no Paraná e em outros lugares, porque o partido é nosso aliado desde 1989'', salientou. Questionado se essas conversas não inviabilizam um entendimento com o PMDB no estado, Bernardo respondeu que ele não defende os interesses do PMDB e ''sim um palanque forte para o Lula no Paraná'', justificou.
Bernardo falou sobre as possibilidades de alianças do PT no Paraná, ontem, durante seminário realizado em Curitiba, que reuniu os caciques do partido no Estado, como o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, presidente de Itaipu, Jorge Sameck, o presidente regional do PT, deputado André Vargas. O secretário geral do governo Lula, ministro Luiz Dulci, fez uma palestra sobre os resultados positivos das políticas econômica e social do governo federal para animar e preparar os militantes que devem se engajar na campanha pela reeleição.
O ministro do Planejamento admitiu que tanto o PMDB como o PDT fazem críticas ao governo Lula. Mas ressaltou que em caso de aliança, tem que ser firmado um pacto de não agressão ao governo federal. ''Não tem cabimento apoiar um candidato que bate no governo Lula. Eu não subo nesse palanque'', avisou. Bernardo reforçou que 90% do partido no Paraná defende candidatura própria. Mas se isso não for possível, o partido não pode ficar atrelado a apenas uma alternativa, insistiu.
Resultados favoráveis A julgar pela palestra do ministro Luiz Dulci, os resultados das políticas econômica e social serão bastante exploradas na campanha pela reeleição de Lula. Segundo Dulci, o governo Lula será julgado pelos resultados e eles são positivos e favoráveis ao governo. Disse que no ano passado, o País cresceu 5,2%, o maior crescimento dos dez anos anteriores. E a previsão para este ano é crescer ainda mais, apesar das previsões catastrofistas da oposição.
De acordo com Dulci, o desempenho da economia no início do ano passado eram piores do que este ano e no segundo semestre a economia deslanchou. Ele avisou que a economia ainda vai surpreender em 2005. O ministro do Planejamento, ratificou as palavras de Dulci, acrescentando que o governo federal está preparando medidas para desonerar os investimentos das indústrias que querem exportar. Bernardo antecipou que durante o período de construção ou ampliação de novas fábricas exportadoras, o governo vai isentar as empresas do recolhimento do PIS/Cofins, o que dará uma economia acima de 10% nos impostos que devem ser pagos.


