Brasília - O desembargador Adauto Alonso Suannes, juiz aposentado do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, foi nomeado pelo ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, ouvidor eleitoral da Polícia Federal (PF). O ato, que cria a Ouvidoria, será publicado hoje pelo ''Diário Oficial'' da União (DOU). O órgão será ligado ao gabinete de Reale Júnior e foi criado para receber denúncias sobre o envolvimento indevido da PF no processo eleitoral.
A decisão é publicada uma semana depois de o PT protestar contra a investigação aberta há dois anos contra o candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PL). Segundo o ministro da Justiça, a apuração foi arquivada por falta de provas.
Entre as funções da Ouvidoria Eleitoral da PF, está a de comprovar a independência da corporação na condução de eventuais investigações de candidatos ou a outros envolvidos nas eleições. A instituição ainda orientará os integrantes da PF nesses casos. De acordo com Reale Júnior, qualquer um poderá apresentar denúncia à ouvidoria. O órgão poderá requisitar da PF informações, documentos ou qualquer outra peça ligada às acusações. ''A Polícia Federal tem poder e quem tem poder tem de ter alguma forma de controle'', defende o ministro, justificando a criação da Ouvidoria Eleitoral.

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