Brasília - Uma semana depois de demitir a diretoria da Embrapa, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, anunciou uma reforma no próprio ministério, com o objetivo de modernizar e dar maior agilidade aos serviços prestados pelo órgão.
As mudanças, publicadas ontem no ''Diário Oficial'' da União, por meio de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começarão a ser implantadas a partir do próximo dia 1º de fevereiro.
A reestruturação vem sendo discutida entre Rodrigues e o presidente Lula há cerca de um ano e visa acompanhar a evolução do agronegócio, um dos setores que mais crescem no país.
Para isso, foram criados novos órgãos no ministério e 333 novos cargos. Entre outras alterações, serão instituídas a Assessoria de Gestão Estratégica, a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, a Ouvidoria, a Corregedoria e a Biblioteca Nacional de Agricultura. A Secretaria de Produção e Comercialização foi ampliada e passará a se chamar Secretaria de Produção e Agroenergia - que terá foco no biocombustível e no álcool -, e a Secretaria de Apoio Rural e Cooperativismo muda para Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo. As delegacias federais dão lugar às Superintendências Federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Além da criação e ampliação das secretarias, um dos decretos publicados autoriza a contratação de mais 333 funcionários para cargos de confiança, conhecidos como DAS. Com isso, o ministério passará a dispor de cerca de 1.700 DAS.
De acordo com o ministério, o órgão não passava por reformas há mais de 30 anos e precisava deixar de ''ser um breque, para passar a ser uma alavanca'' para o setor. Segundo a assessoria do ministério, ainda não há estimativa do quanto essa reforma estrutural custará aos cofres públicos.
Rodrigues afirmou que a reestruturação faz parte de uma visão estratégica para o futuro do setor, e que as mudanças na diretoria da Embrapa, anunciadas na semana passada, estão inseridas nesse contexto.

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