Brasília - O ministro da Educação, Cristovam Buarque, criticou ontem a forma com que o governo gasta o dinheiro de seu Orçamento e pediu prioridade para sua pasta - apresentando uma conta segundo a qual precisará de mais R$ 5,4 bilhões para poder investir em novos projetos no ano que vem.
Para ele, mesmo com o superávit primário de 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto) previsto para o próximo ano - o que representaria uma economia do governo federal de R$ 55,7 bilhões para o pagamento de juros da dívida -, será possível destinar mais verbas à educação.
''Sou contra a política orçamentária. Está se gastando (recursos públicos) com interesses que não põem a educação em primeiro lugar. Está na hora de perguntar se o governo e a população querem mudar isso'', disse o ministro, durante o anúncio de metas para o setor e novos projetos.
''Sou contra mudar a atual política econômica porque não há outra para pôr no lugar. Falo em mudar o Orçamento. Não temos forças para romper com o Fundo Monetário Internacional. Mas quanto se gasta em consultoria, publicidade, viagem e com outros Poderes não-executivos? Precisamos analisar isso.''

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