Ministro cora, mas nega sua candidatura ao governo de SP
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de janeiro de 1998
Agência Estado Brasília 
Agência Estado
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)
Saída diplomáticaPaulo Renato: Como diz meu chefe, a gente não tem de querer nada, os outros é que têm de querer pela genteO ministro da Educação, Paulo Renato Souza, arranjou uma saída tucana para não comentar diretamente as especulações sobre a possibilidade da sua candidatura ao governo de São Paulo. Como diz o meu chefe (o presidente Fernando Henrique Cardoso), em matéria de eleição majoritária, a gente não tem nunca de querer nada, os outros é que têm de querer pela gente, desconversou, para, em seguida, deixar uma pergunta no ar: Será que querem?
Nas últimas semanas, o ministro passou a ser lembrado dentro do PSDB como uma possível alternativa de candidatura caso o governador Mário Covas não volte atrás na decisão de não disputar a reeleição. Eu só vi isso pelos jornais, desmente Paulo Renato. Não é a primeira vez que o ministro é citado como um possível candidato. Antes da aprovação da reeleição presidencial no Congresso, Paulo Renato chegou a ser lembrado para disputar a Presidência da República, caso Fernando Henrique não pudesse concorrer.
Paulo Renato disse que, em termos de projeto próprio, o máximo que ele poderia almejar seria o cargo de deputado federal. É eleição proporcional, explicou. A lembrança de seu nome para o governo paulista deixou o ministro com o rosto corado pela pergunta. Paulo Renato preferiu não se comprometer, defendendo a candidatura de Covas. O candidato tem de ser Covas, e, não sendo, José Serra (senador).
Para o ministro, o candidato do partido ao governo paulista deve ser definido pelo PSDB de São Paulo, que possui vários quadros experientes.


