Ministro conversa com líderes para acabar com racha na base governista
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segunda-feira, 11 de outubro de 2004
Rose Ane Silveira<br>Folhapress 
Brasília - Com o objetivo de minimizar o descontentamento na base aliada do governo, que pode gerar um racha no Congresso, o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, se encontra amanhã à tarde com os líderes partidários na Câmara, para ouvir reclamações e tentar acalmar os ânimos.
O encontro foi marcado na semana passada, após o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), reunir os líderes da base aliada e ouvir reclamações sobre como o governo conduziu as eleições municipais. Todos os partidos da base estão descontentes, segundo informou o líder do PSB, Renato Casagrande (ES).
O descontentamento da base levou a mais uma semana de trabalhos infrutíferos na Câmara. Devido à falta de quórum, somente uma das 18 medidas provisórias que aguardam votação foi aprovada. Os aliados não deram o quórum e reclamam do tratamento dispensado ao governo para com os candidatos do PT em detrimento aos aliados da base.
''Vou usar a próxima semana para conversar com os líderes, localizar os problemas individuais e coletivos e discutir o mérito das matérias'', disse João Paulo Cunha. O presidente da Câmara chegou a recorrer a ameaças, como corte no ponto dos faltosos, mas não obteve resultados.
Após o encontro com o ministro Aldo Rebelo, os líderes da base vão se reunir na quinta-feira em almoço na residência de João Paulo Cunha. Desta vez o objetivo é buscar um acordo que assegure a votação das 17 medidas provisórias até o final de outubro.
Além da ''instabilidade'' na base aliada, identificada por João Paulo Cunha, outro problema que dificulta as votações é a obstrução da oposição. Os oposicionistas reclamam do fato de o governo não dar quórum para as reuniões das comissões especiais e permanentes da Casa. Em contrapartida, eles não dão quórum no plenário.
A oposição faz obstrução ainda contra o envio do projeto de lei que cria o Conselho Federal de Jornalismo e da MP que deu status de ministro ao presidente do Banco Central, Henrique Meireles.


