Ministro comemora eleição de Berzoini
''Foi um resultado bom, mostrou que o partido está vivo.'' A avaliação é do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, sobre o Processo de Eleições Diretas (PED) do PT, encerrado no último final de semana, e que elegeu Ricardo Berzoini para a presidência nacional da legenda. Conforme a última parcial da apuração, divulgada dia 13, dos 97,2% dos votos, Berzoini, representante do Campo Majoritário ao qual o ministro pertence, obteve 51,6% dos votos válidos contra 48,4% de Raul Pont, da Democracia Socialista (DS).
''É um resultado que mostrou que há um debate intenso, uma discussão interna onde as pessoas se posicionam livremente. Estou muito contente, nosso candidato ganhou, o candidato que eu considero que estava melhor preparado. O Raul Pont está de parabéns, teve uma votação muito acima do que talvez ele mesmo esperava'', afirmou o ministro.
Apesar da vitória apertada do Campo Majoritário, Paulo Bernardo não acredita que o resultado das urnas aponte para uma mudança de postura do grupo que há anos comanda a sigla. ''Essa coisa de adotar outra postura é pregação dos nossos adversários. Durante a campanha, eles tinham que dizer alguma coisa e diziam que o Campo Majoritário toma decisões sem ouvi-los. Acho que ganhou o Berzoini porque a militância do PT quer um presidente com responsabilidade, que saiba a importância de apoiar o governo Lula, de divulgar os nossos feitos e não queria colocar um candidato de oposição'', argumentou. ''O Raul Pont acabou se posicionando muito mais como um candidato de oposição. Se você pegar algumas críticas que ele fazia, não tem muita diferença do que fala o PFL, o PSDB sobre o governo Lula, portanto, com certeza se ele tivesse ganho seria um problema grande para nós'', disse.
Pont rebateu as críticas do ministro e disse que esse posicionamento reflete o ''isolamento dentro de Brasília''. ''Essa postura do ministro é que não ajuda. O que estava em debate não era ser contra ou favor o Lula ou do governo. Os problemas que colocamos no debate são reais, não só para mim como candidato mas para o conjunto de movimentos sociais que sempre estiveram conosco'', argumentou. ''O resultado da eleição significa que metade do partido quer criticar o Lula? O governo? Claro que não. As pessoas estão tendo a mesma sensibilidade e vendo que do jeito que está vamos ter problemas no ano que vem. O resultado é que parece que o ministro não entendeu bem. O que aconteceu é que o conjunto das oposições fizeram maioria do diretório. Se isso não é um recado a ser enfrentado, ele tem dificuldade de ver o que está acontecendo'', finalizou. (C.O.)





