Ministro cobra debate para orçamento 2000
Agência Estado
De Brasília
Sem a aprovação do Orçamento da União e do Plano Plurianual de Investimentos (PPA) pelo Congresso, o governo ficará impedido de dar início à maioria dos 365 programas de investimentos previstos para o ano 2000. Isso vai ocorrer porque a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não permite a liberação de recursos para programas novos. E quase que a totalidade dos programas é nova, por causa da reestruturação promovida no modelo de gerenciamento público, segundo o ministro do Planejamento, Martus Tavares.
O ministro disse ontem estar apreensivo com a indefinição da Comissão de Orçamento, que ainda não começou a analisar o conteúdo e as metas dos programas de investimento. O Orçamento do ano 2000 recriou os programas de investimentos governamentais, porque a forma de programar os gastos e executá-los foi totalmente revista. Consequentemente, com exceção dos programas que já estavam nesta modelagem os projetos do Brasil em Ação, por exemplo são considerados, do ponto de vista legal, como novos. Sem o orçamento aprovado, vamos administrar apenas a manutenção da máquina, lamentou o ministro.
Tavares disse que está à inteira disposição da comissão para debater e explicar os critérios que basearam o orçamento e o PPA. Ele assegurou que não há receitas sobrando, como pensam alguns parlamentares interessados na aprovação de suas emendas. E alertou para a possibilidade de as emendas criarem despesas sem a devida receita correspondente, exigida pela lei.
O ministro lembrou o exemplo ocorrido com o orçamento de 1999, quando os parlamentares tiraram recursos para pagamento de pessoal para financiar outros projetos de seu interesse. Agora, no final do ano, o governo está tendo que pedir a abertura de novos créditos orçamentários, porque faltou dinheiro para pagar seus funcionários. O problema só não foi maior, porque as dotações foram contingenciadas represadas e apesar de não haver previsão orçamentária, havia receita para a folha de pessoal. Tivemos que contingenciar todos os projetos, do governo e dos parlamentares, disse Tavares.





