Brasília - Em sua carta de despedida, enviada à presidente Dilma Rousseff, Wagner Rossi defendeu sua gestão e faz ataques à imprensa, citando a revista ''Veja'' e a Folha de S.Paulo. ''Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem capacidade de pautar ''Veja' e Folha e de acumular tantas maldades fazendo com que reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias'', disse, sem citar o nome do tal político.
Wagner Rossi afirmou que respondeu a todas as acusações com documentos ''comprobatórios'' que a imprensa, segundo ele, ''solenemente ignorou''.
Rossi disse que ''alguns órgãos de imprensa partiram para a tentativa de achincalhe moral''. ''Faziam um enorme número de pretensas ''denúncias' para que o leitor tivesse a falsa impressão de escândalo, de descontrole administrativo, descalabro.''
''Embora me mova a vontade de confrontá-los, não os temo, nem a essa parte podre da imprensa brasileira, mas não posso fazer da minha coragem pessoal um instrumento de que esses covardes se utilizem para atingir meus amigos ou meus familiares'', escreveu. O ministro disse ainda que, nos últimos dias, passou a sofrer pressões de familiares, o que precipitou seu pedido de demissão à presidente.

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