Ministro aprova emendas do Paraná ao PPA
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sábado, 27 de outubro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ressaltou ontem que o governo federal não veta as emendas apresentadas pelo Congresso Nacional ao Plano Plurianual (PPA) da União, mas desconversou ao ser questionado sobre a execução das emendas do Paraná nos próximos quatro anos, período de vigência da PPA. Bernardo lembra que é ''mais fácil'' a execução das emendas se elas estiverem previstas também na Lei Orçamentária Anual (LOA). ''Pelo que eu pude perceber (em relação às emendas do Paraná), elas são abrangentes, atendem todas as regiões do Estado. É um bom começo'', disse ele à imprensa durante evento realizado pelo Conselho Regional de Economia do Paraná, em Curitiba.
Os 30 deputados federais do Paraná entregam na próxima terça-feira ao relator do PPA na Câmara, deputado Cláudio Vignatti (PT/SC), cinco sugestões de emendas, num total de R$ 613 milhões. O líder da bancada do Paraná, deputado federal Dilceu Sperafico (PP), explicou que já foram definidas as prioridades de investimentos, mas que os valores podem ser ''remanejados''. Inicialmente, se prevê R$ 300 milhões para o metrô de Curitiba, R$ 120 milhões para a BR-487, trecho entre Porto Camargo e Campo Mourão, R$ 73 milhões para o Arco Norte de Londrina, R$ 60 milhões para o contorno rodoviário e alças marginais de Cascavel e R$ 60 milhões para obras de estrutura no Porto de Paranaguá.
''Acho positivo que a bancada esteja preocupada, mas temos que ver a viabilidade das obras, se serão feitas em parceria com a prefeitura local ou se serão financiadas em parte pela iniciativa privada'', desconversou o ministro.
O ministro disse que ''agora é preciso planejar, para que seja feito um crescimento sustentável''. ''No Paraná, tivemos dois anos ruins no desempenho industrial e para o agronegócio. Em 2007, os dados relativos à geração de emprego, por exemplo, já são bons. Agora temos ambientes estáveis para crescer'', afirmou.
O ministro acredita que um dos recentes ''entraves'' para o governo federal, a discussão da CPMF no Congresso Nacional, já estaria resolvido. ''Já conseguimos distensionar o clima e até dialogar com o DEM para tentar aprovar a CPMF.''


