A crise no mercado financeiro internacional foi o assunto principal do jantar em homenagem ao 53º aniversário do ministro da Educação, Paulo Renato, anteontem em Brasília. Compareceram à Churrascaria Chamas o primeiro escalão do governo e coordenadores da campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso.
O próprio Paulo Renato deu o tom da pauta do encontro: ‘‘A crise pode ser comparada a um grande meteorito que cai no meio do oceano’’, disse. ‘‘O impacto na água fará surgir ondas de 100 metros de altura a uma velocidade tão rápida como a da luz. O resultado é um só: não sobrará nada em nenhum dos continentes.’’ Percebendo espanto em alguns dos presentes, Paulo Renato acrescentou: ‘‘Não haverá meteorito nessa crise’’.
O ministro também tentou amenizar o corte no orçamento de sua pasta. ‘‘O corte não vai ser grande, mas todos nós temos que dar um pouco de contribuição’’, disse, contrastando com o colega José Serra, da Saúde, que no dia anterior ficou irritado ao saber que seu ministério perderia R$ 1,7 bilhão. Serra não foi ao jantar. Segundo Paulo Renato, a Educação deve perder a suplementação orçamentária que não ultrapassa R$ 400 milhões.
A festa de aniversário de Paulo Renato reuniu mais de 100 pessoas, quase todas do Ministério da Educação, que tiveram que desembolsar R$ 30 como taxa de adesão. Metade da churrascaria ficou ocupada com os convidados do jantar em homenagem ao ministro.
Estiveram na festa do ministro o publicitário Nizan Guanaes e os coordenadores da campanha da reeleição Eduardo Jorge, Carlos Américo Pacheco e José Expedito Prata, além dos ministros Nelson Jobim (STJ) e Eduardo Graeff, secretário Geral da Presidência.

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