Ministro afirma que CIA não grampeou Cardoso
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de maio de 1999
Agência Estado 
O ministro-Chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso, disse ontem não acreditar que a agência de inteligência dos Estados Unidos (CIA) tenha instalado escuta nos telefones do presidente Fernando Henrique Cardoso ou que tenha tido, por intermédio de consórcio, acesso à escuta feita pela Polícia Federal, segundo reportagem publicada na revista Carta Capital.
Ao receberem cópias da reportagem, parlamentares do PT decidiram apresentar requerimentos para convocação dos ministros da Justiça, Renan Calheiros, e das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, para prestarem depoimento na Comissão de Defesa da Câmara. O deputado José Genoíno (PT-SP) disse que a reportagem mostra que há risco à soberania nacional.
Não acredito que tenham grampeado o presidente, disse Alberto Cardoso. O general disse que ainda não tinha lido a reportagem, mas descartou esta possibilidade. A revista sugere que a CIA teria tido acesso a informações sobre o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), que será instalado pela empresa norte-americana Raytheon.
O general Cardoso, no entanto, voltou a admitir que há um descontrole temporário sobre a ação de agentes da área de narcotráfico de outros países que trabalham no Brasil. Ele disse que há controle maior sobre os agentes da área de inteligência e que o trabalho com agentes da área de narcotráfico era feito pela Polícia Federal e que agora a Secretaria Nacional Antidrogas está recadastrando estas pessoas.
Cardoso, no entanto, minimizou suposto risco à soberania do País, a partir da suposta presença de agentes não cadastrados.


