A permanência do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, no cargo será decidida hoje durante reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve finalizar a reforma ministerial.
Segundo a assessoria do ministro, até o início da noite de ontem Paulo Bernardo ainda não havia conversado com o presidente sobre sua disposição em disputar a reeleição na Câmara dos Deputados em 2006. A assessoria descartou a possibilidade de Bernardo pleitear o governo do Estado. ''Se ele fosse sair candidato a governador teria que ter avisado o presidente'', afirmou. ''Mas se o presidente perdir à ele que fique (no cargo), ele vai ficar'', assegurou a assessoria.
O presidente deve manter nos cargos somente os ministros que não tenham planos de se candidatar no ano que vem. Lula precisa definir um substituto para o atual ministro da Educação, Tarso Genro, que vai deixar a pasta para se dedicar à presidência do PT. Ele foi escolhido pelo partido no sábado como o novo presidente da legenda após a renúncia de José Genoino, acusado de envolvimento no suposto esquema do ''mensalão''.
O presidente deverá substituir ainda o atual ministro da Previdência, Romero Jucá, pelo secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, ou pelo secretário-executivo da Fazenda, Murilo Portugal. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que tem interesse em concorrer a um cargo eletivo em Goiás, também poderá sair do cargo. Portugal também é um dos mais fortes candidatos à vaga.
A expectativa é que a reforma ministerial seja anunciada até o final da manhã, antes da viagem do presidente para participar das comemorações do Ano do Brasil na França. (Com Folhapress)

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