Ministérios novos dividem espaço de forma provisória
Brasília Enquanto alguns ministros dão trombadas políticas, outros mal conseguiram acomodar-se na Esplanada dos Ministérios. É o caso dos titulares dos cinco novos ministérios e secretarias promovidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Três deles Graziano, Olívio Dutra (Cidades) e Benedita da Silva (Assistência e Promoção Social) contam atualmente com pouco mais de 100 funcionários e estão provisoriamente instalados em um mesmo prédio, que já comporta outros quatro.
Um dos primeiros atos do presidente Lula foi determinar um prazo de 30 dias para que os ministérios antigos cortassem 10% de seus cargos em comissão e os cedessem para as novas pastas, de maneira a não elevar os gastos de pessoal. Mas até agora, nem todos se ajustaram, enquanto os pedidos dos novos ministros superaram muito as disponibilidades reunidas pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
A Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, por exemplo, comandada pelo catarinense José Fritsch, herdou 27 funcionários do Ministério da Agricultura e pediu mais 200 cargos a serem divididos em oito departamentos. O Planejamento concordou com apenas quatro departamentos e um terço dos cargos solicitados. Sem acordo, o caso foi remetido para análise da Casa Civil. ''Se reduzirmos muito o número de pessoas, nossos projetos também terão de ser reduzidos'', afirma o diretor do Departamento de Pesca, Célio Antônio.
Os Ministérios das Cidades e da Assistência Social relatam situações semelhantes. ''Formamos uma comissão mista para ver se chegamos a um entendimento, porque a disponibilidade do Planejamento fica muito aquém, muito abaixo da nossa proposta'', diz Agostinho Guerreiro, da Secretaria de Assistência Social.
De acordo com o secretário-executivo da Casa Civil, Suedenberger Barbosa, os cargos necessários aos novos ministério estão sendo abertos à medida em que sejam liberados por outros órgãos. Amanhã, o Diário Oficial deverá publicar as nomeações para a Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Social, comandada por Tarso Genro, e para a pasta da Segurança Alimentar, de Graziano. Atualmente, Graziano tem trabalhado com uma pequena ''equipe gerencial'', enquanto Tarso tem um grupo de 15 pessoas junto a ele. (Colaboraram Denise Chrispim Marin e Gilse Guedes/AE)





