Ministérios já adotam medidas para economizar
A espera pela aprovação das reformas previdenciária e administrativa foi acompanhada por uma sucessão de medidas para aumentar a receita e reduzir despesas do governo com a Previdência e com o funcionalismo. Os ministérios da Previdência e da Administração também adotaram providências para eliminar irregularidades em suas folhas de pagamentos e reduzir a sonegação nas contribuições previdenciárias cobradas das empresas.
Os resultados ajudaram a redução do déficit público, mas, segundo avaliam os técnicos, são insuficientes para impedir o crescimento exagerado dos gastos com funcionalismo e o colapso futuro das contas da previdência. No Ministério da Administração, os técnicos acreditam que será possível economizar perto de R$ 1 bilhão este ano com providências como o recadastramento de aposentados e pensionistas e a eliminação do duplo emprego no setor público.
O recadastramento dos chamados inativos da União só deve ser concluído no fim deste mês, mas o ministério calcula que será possível, com essa medida, uma economia de quase R$ 90 milhões anuais nos gastos de pessoal. Outros R$ 70 milhões devem ser economizados com o fim dos empregos duplos na administração. A maior economia, porém, ainda não foi autorizada pelo Palácio do Planalto. Há estudos para demissão de pelo menos 35 mil funcionários em funções consideradas dispensáveis na burocracia, o que poderia gerar economia de até R$ 360 milhões na folha de pessoal. Para evitar o desgaste político da medida, ela vem sendo adiada pela Casa Civil da Presidência.
A real economia ainda não foi contabilizada pelo governo - é preciso levar em conta, por exemplo, que algumas das tarefas antes realizadas por funcionários demitidos continuam sendo feitas por empresas contratadas, o que reduz o futuro gasto com aposentadorias, mas aumenta a despesa imediata. Algumas medidas aumentam a eficiência do governo, como a retomada da realização de concursos para planejamento e fiscalização. A medida deve aumentar a capacidade do governo de cobrar tributos e formular políticas públicas.





