Ministérios ignoram crise e pedem R$ 16 bi adicionais
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terça-feira, 07 de julho de 2009
Adriana Fernandes<br>Agência Estado 
Brasília - Mesmo com a queda da arrecadação e a ameaça de novos cortes, a maioria dos ministérios em Brasília estão aumentando as despesas como se não fosse ano de crise e pedindo mais liberações de verbas ao Tesouro. A demanda por recomposição de créditos orçamentários já chega a R$ 16 bilhões, de acordo com cálculo da área econômica do governo.
Segundo uma fonte do governo, a insatisfação com o quadro é grande nos ministérios da Fazenda e do Planejamento, porque no início do ano o governo optou por não fazer um corte profundo nas despesas do Orçamento. Ainda assim muitos ministérios não estão fazendo ajuste nas despesas de custeio como determinado pela área econômica. Pelo contrário, querem aumentar o limite de gastos. Na lista estão os ministérios da Defesa, Justiça, Cultura, Turismo, Esportes, Integração, Agricultura, Transportes e Advocacia-Geral da União.
A Lei Orçamentária deste ano permite a recomposição de créditos orçamentários, até o limite previsto no Orçamento, por meio de decreto, sem que seja preciso enviar um projeto de lei ao Congresso. Os ministérios estão se valendo desse dispositivo para aumentar a pressão. O ministério da Educação já pediu uma recomposição de R$ 3 bilhões. Os pedidos estão sendo negados, o que tem causado desconforto na Esplanada dos Ministérios.
''Os ministérios têm de fazer um ajuste mais profundo. O ritmo de expansão das despesas de custeio em muitos ministérios está o mesmo de anos sem crise'', comentou a fonte. Uma reavaliação do quadro será feita na próxima revisão da programação orçamentária, prevista para 20 de julho.
Para preservar os investimentos, o governo determinou aos ministérios um aperto maior nas despesas de custeio, que incluem custos de manutenção da máquina administrativa, como por exemplo telefone, informática e contratos administrativos, além de passagens e diárias.


