Ministérios do PMDB ganham mais no PPA
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quarta-feira, 31 de maio de 2000
Eugênia Lopes Agência Estado De Brasília 
Com o objetivo de aplicação de R$ 1,136 trilhão do setor público e da iniciativa privada no período de 2000 a 2003, a Comissão Mista de Orçamento do Congresso aprovou ontem o Plano Plurianual de Investimentos (PPA). Os ministérios controlados pelo PMDB foram os maiores beneficiados com o aumento de recursos. Em relação à proposta original do governo, o relator do plano, deputado Renato Vianna (PMDB-SC), acrescentou R$ 22 bilhões de recursos ao PPA, dos quais R$ 9,5 bilhões serão destinados, principalmente, para áreas comandas por peemedebistas.
Ontem, o relator decidiu retirar do plano todas as emendas individuais apresentadas pelos parlamentares para obras específicas nos redutos eleitorais. A área de infra-estrutura, que engloba o Ministério dos Transportes, a cargo do ministro peemedebista Eliseu Padilha, foi a campeã na obtenção de mais verbas de investimentos: a previsão de gastos no setor aumentou em R$ 4 bilhões que, no período 2000/2003, receberá um total de R$ 224,5 bilhões.
Em seguida, vem o Ministério de Integração Nacional, comandado também por um ministro do PMDB, Fernando Bezerra, que ganhou mais R$ 3,4 bilhões. Pelo PPA, este setor terá R$ 23,5 bilhões, entre este ano e 2003. Segundo o deputado Renato Vianna, metade das 3 mil emendas apresentadas pelos parlamentares ao PPA foi para as áreas de integração regional, principalmente para projetos de irrigação, e de infra-estrutura, no setor de transportes.
A área de planejamento e desenvolvimento urbano também foi outro setor comandado pelo PMDB que recebeu mais recursos no PPA. Essa área engloba a Secretaria de Políticas Regionais, a cargo do peemedebista Ovídeo de Angelis, e recebeu mais R$ 2,1 bilhões para programas de saneamento e habitação, totalizando investimentos de R$ 8,2 bilhões entre 2000 e 2003. Esses setores receberam mais recursos porque é onde se concentram os projetos finalísticos, mas áreas que estão a cargo do PSDB, como a saúde e educação, também ganharam mais verbas, argumentou Vianna. Na área de educação, foram acrescidos R$ 973,1 milhões e na saúde, R$ 1,5 bilhão.


