Dois pefelistas devem ser nomeados pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para os ministérios de Minas e Energia e da Previdência nesta semana. A cota dos partidos da base no ministério será mantida sem alterações, mas compensações serão feitas na substituição, nos próximos dias, dos três líderes do governo no Congresso, integralmente ocupados por tucanos, nos próximos dias.
O PFL, derrotado nas disputas pela presidência da Câmara e do Senado, além de atravessar uma grave crise interna, manterá quatro ministérios no governo FHC. O presidente suspendeu conversas a respeito de nomes, desde o Carnaval, por causa do agravamento do estado de saúde do governador licenciado de São Paulo, o tucano Mário Covas.
As articulações dentro do partido estão intensas. O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), apóia os pefelistas paranaenses Reinhold Stephanes e Renato Folador para a Previdência. O vice-presidente da República, Marco Maciel (PE), tem preferência pelo seu conterrâneo, senador José Jorge. O senador aspira a pasta de Minas e Energia, mas está cotado pelo Planalto para o Ministério da Previdência.
O PMDB não reivindica nenhum outro cargo no primeiro escalão, apesar de avaliar que o partido está sub-representado no governo. Os peemedebistas ocupam a pasta dos Transportes, com Eliseu Padilha, e da Integração Nacional, com Fernando Bezerra, além da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, com Ovídeo de Ângelis.
Na avaliação do Planalto, o PSDB está muito bem representado no governo e deverá ceder postos de lideranças para os dois outros partidos da base, já que detém também a presidência da Câmara.
Os auxiliares mais próximos de Fernando Henrique não acreditam em mexidas amplas no ministério, porque o presidente quer reduzir a importância dos nomes para salientar o compromisso com a agenda do governo. Essa agenda será definida e subscrita pelos partidos da base antes da escolha dos novos colaboradores.

mockup