Brasília - Dirigentes da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público dos Estados, Militar e do Trabalho decidiram ontem paralisar suas atividades por uma semana, entre 5 e 12 de agosto, em protesto contra a proposta de reforma da Previdência, a exemplo do que decidiu anteontem a maioria dos juízes do País, filiada à Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Os membros do MP combatem principalmente dois pontos da proposta: a falta de garantia de integralidade e paridade para os futuros integrantes do Ministério Público e o subteto estadual fixado em 75% do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Querem, além de integralidade, paridade e subteto para os Estados de 90,25%. O presidente da associação, Marfan Martins Vieira, disse que a paralisação não é ilegal porque o direito de greve no serviço público ainda não foi regulamentado. Ele anunciou que, durante a paralisação, serão mantidas as atividades essenciais (para atendimento de urgências) do MP e que, na sexta-feira da próxima semana, vão reunir-se para definir como funcionará o plantão.

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