Ministério Público pede a prisão preventiva de Mellão
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quarta-feira, 24 de março de 2004
Agência Folha 
Melão - O Ministério Público Federal (MPF) pediu ontem à Justiça Federal a prisão preventiva do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Armando Mellão, investigado por extorsão e tráfico de influência. Segundo o pedido, a prisão tem por objetivo resguardar as supostas demais vítimas de Mellão. Até o momento, o único denunciante que veio a público foi o ex-secretário de obras de São Paulo, Reynaldo de Barros.
Informações da Polícia Federal, no entanto, dão conta de que outras 11 pessoas teriam sido procuradas pelo ex-vereador, que prometia excluí-las dos relatórios da CPI do Banestado. Ele dizia agir em nome do senador Antero paes de Barros (PSDB-MT) e dos deputados José Mentor (PT-SP) e Rodrigo Maia (PFL-RJ).
Além da prisão preventiva, a Procuradoria pediu à Justiça Federal a quebra de sigilo bancário e fiscal de Mellão, a expedição de ofício para a CPI do Banestado com o intuito de apurar se a comissão parlamentar de inquérito investiga ou investigou algum dos envolvidos e a decretação de sigilo sobre o caso, inclusive sobre as provas produzidas pelas vítimas.
O ex-presidente da Câmara de São Paulo (1999-2000) foi preso na manhã da última sexta-feira em um flat na região dos Jardins, na capital. Com o acusado foram apreendidos R$ 600 mil, sendo R$ 50 mil em dinheiro e um cheque de R$ 550 mil, segundo a assessoria da PF. A prisão faz parte da operação Pandora da Polícia Federal, que investiga o caso há quatro meses.


