Campo Mourão - O promotor da 1ª Vara Cível de Campo Mourão, Inácio de Carvalho Neto, apresentou ontem uma ação civil pública pedindo a cassação do prefeito de Farol (25 km a oeste de Campo Mourão), Edson Martins (PSDB). O pedido é a conclusão de um inquérito civil que apurou a denúncia de que o servidor José Paulo da Cruz estaria sendo deixado de ‘‘castigo’’ no almoxarifado por ordem do prefeito.
‘‘Houve abuso de autoridade e, consequentemente, ato de improbidade administrativa’’, ressaltou o promotor em um trecho da ação. Cruz, que é motorista concursado, acusou o prefeito de mantê-lo sem serviço desde que ele retornou de uma licença de dois anos, em dezembro. Segundo Carvalho Neto, foi uma ‘‘atitude de vingança’’ por causa de denúncias feitas por Cruz contra Martins no início do ano 2000.
Na ação, além da cassação do mandato, o promotor pede a suspensão dos direitos políticos de Martins e a aplicação de uma multa de duas vezes o valor do dano e de 100 vezes a remuneração dele. O Ministério Público também pede a perda da função pública de Mário Aparecido Guirro, que é o chefe imediato de Cruz. A ação pede ainda a concessão de uma liminar suspendendo Martins e Guirro até o julgamento do mérito.
O prefeito de Farol, Edson Martins, nega que tenha deixado o motorista José Paulo da Cruz de castigo. Segundo ele, o servidor vem trabalhando como ‘‘motorista plantonista’’ e que tem que ficar à disposição no almoxarifado. Martins admite apenas que perdeu a confiança em Silva e que não havia mais clima para mantê-lo como motorista do gabinete.
Martins entrou com uma representação na Corregedoria do Ministério Público contra o promotor Inácio de Carvalho Neto. Ele pede punição ao promotor por ‘‘abusos’’.

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