Curitiba No Paraná, cerca de 40 ações com denúncias de improbidade administrativa foram movidas pelo Ministério Público estadual. ''Além disso, cerca de 400 investigações estão sendo conduzidas. Cancelar essas investigações seria um retrocesso'', acredita a promotora do Centro de Apoio as Promotorias de Defesa do Patrimônio Público, Maria Lúcia Figueiredo Moreira.
Algumas ações já tiveram efeitos práticos. Em Londrina, o prefeito Antonio Belinati (sem partido) foi afastado do cargo por fraudes cometidas em autarquias. Em Maringá, o prefeito Jairo Gianoto (sem partido) também foi afastado por crimes contra a administração pública.
Outras ações que tramitam na Justiça contra agentes públicos podem ser extintas caso o STF acolha a liminar do ministro Nelson Jobim. É o caso da denúncia contra o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), por irregularidades na contratação da Fundação Instituto Tecnológico Industrial (Fundacen). Além de ser investigado por firmar um convênio de R$ 51 milhões com a Fundacen sem licitação, Cassio é acusado de autorizar a contratação de servidores públicos sem a realização de concurso.
Outro prefeito denunciado por contratação ilegal de funcionários é o deputado estadual Jocelito Canto (PRP), quando esteve à frente da administração de Ponta Grossa. Para Canto, a extinção da Lei da Improbidade Admnistrativa é condenável. ''Acho que quem desvia verbas tem que responder na Justiça comum. Mas, por outro lado, alguns promotores às vezes cometem excessos, querendo julgar, quando a função deles é denunciar. Às vezes falta a algum deles o entendimento de que alguns erros técnicos podem ter ocorrido na ânsia de ajudar a população'', comentou.

mockup