Ministério Público Federal será acionado
O deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT) pediu ontem ao Ministério Público Federal (MPF) que investigue a denúncia de escutas telefônicas durante a campanha eleitoral para prefeito de Curitiba, no ano passado. Em entrevista à Folha, o advogado criminalista Peter Amaro de Sousa disse que Vanhoni teria sido prejudicado por grampos. O petista perdeu as eleições de outubro, no segundo turno, para Cassio Taniguchi (PFL). Solicitamos que seja aberto um inquérito para apurar essa história. Grampo é crime.
Vanonhi disse que desconfiava da existência de escutas telefônicas, mas não pediu uma varredura por falta de tempo. O comitê central do PT ficava na Avenida Kennedy, em Curitiba. Segundo o deputado, o pedido foi feito ao Ministério Público Federal porque as empresas de telefonia têm concessão da União para operar.
Para o líder do governo, Durval Amaral (PFL), a iniciativa chegou atrasada. Escuta eleitoral é crime. Se o deputado Vanhoni desconfiou deveria ter acionado a Polícia Federal naquela época.
A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) investiga desde 1999 escuta no gabinete da ex-secretária da Administração Maria Elisa Paciornik. Ontem, a Folha tentou entrar em contanto novamente com o procurador-chefe da Promotoria, Dartagnan Abilhôa, para saber como estão as investigações no caso de Maria Elisa. A reportagem fez diversas ligações para seu celular e para a PIC, mas ele não foi encontrado. (M.D.)





