Paris - A estada do ex-banqueiro Salvatore Cacciola em Mônaco está chegando ao fim. Na sexta-feira, o Ministério Público do principado confirmou ao Grupo Estado que pediu a extradição de Cacciola, condenado no Brasil a 13 anos de prisão por peculato e gestão fraudulenta na presidência do Banco Marka, em 1999. Na prática, a decisão do MP monegasco significa que os documentos enviados pelo Ministério da Justiça foram considerados válidos. Nesta semana, entre terça e sexta-feira, os magistrados do Tribunal de Apelações se reunirão para decidir pela extradição ou não.
A confirmação foi feita pelo primeiro procurador substituto, Gérard Dubes. Segundo ele, o pedido do governo brasileiro se enquadra nas exigências da Justiça de Mônaco. A vigência de um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi decisiva. ''O procedimento está em curso. O Ministério Público pediu a extradição e uma audiência do Tribunal de Recursos será realizada na semana que vem para deliberar sobre o tema'', disse.
O parecer dos magistrados do Tribunal de Justiça será, na prática, decisivo para a sorte de Cacciola. Por força de lei, o documento precisa ser repassado a Philippe Narmino, diretor de Serviços Penitenciários, cargo equivalente ao de ministro da Justiça. Narmino então o encaminhará ao príncipe Albert II, a quem cabe a palavra final. Desde que assumiu o poder, em 2005, nunca o regente contrariou uma decisão da Justiça.
Até a audiência, os advogados de Cacciola seguirão preparando a argumentação para tentar impedir a extradição.
Caso seja extraditado, deverá ser escoltado por agentes da Polícia Federal, em avião de carreira. O ex-banqueiro foi detido em 15 de setembro, quando passeava por Monte Carlo.

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