Ministério Público ajuiza nova ação contra Belinati
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de março de 2002
Cristiane Oya Reportagem Local 
O Ministério Público (MP) de Londrina ajuizou ontem a 26ª ação por desvio de dinheiro público da Prefeitura de Londrina. A ação civil pública denuncia 22 pessoas pelo desvio de R$ 141,6 mil da extinta Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). No dia 18 de fevereiro, a Procuradoria Geral de Justiça do Paraná ajuizou ação idêntica pedindo a prisão preventiva de parte dos citados.
Na ação, são citados o ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido), seu filho, o deputado estadual Antonio Carlos Belinati (PSL), o tesoureiro da campanha Cassimiro Zavierucha (mais conhecido como Carlos Júnior), os ex-secretários de Governo Gino Azzolini e o da Fazenda Luís César Guedes, o ex-procurador do município Eduardo Duarte Ferreira, o prefeito de Nova Santa Bárbara, Júlio Bittencourt (PPB), os ex-presidentes da AMA Nelson Kohatsu e Mauro Maggi, o vereador londrinense e presidente estadual do PT, André Vargas, o atual secretário da Fazenda, Paulo Bernardo, além de empresas e empresários de Curitiba.
De acordo com o MP, o dinheiro teria sido desviado por uma licitação fraudada vencida pela empresa Sistema Design. Parte do dinheiro, R$ 60 mil, teria sido depositado na conta da empresa C. Zavierucha e Cia Ltda, de propriedade de Carlos Júnior, dos quais R$ 10 mil teriam sido repassados a Vargas.
Fica evidenciado que ele (Carlos Júnior) controlava dinheiro sujo, subtraído dos cofres públicos de Londrina e os empregava em campanha e no pagamento de despesas pessoais, disse o promotor Cláudio Esteves.
Segundo André Vargas, o tesoureiro da campanha de Antonio Carlos foi quem lhe repassou o dinheiro. Ele (Zavierucha) era o coordenador da campanha do Antonio Carlos e (o dinheiro) era para custear as despesas da parte que cabia ao deputado na campanha de 98. Eu trabalhava na campanha do Paulo Bernardo, que tinha 38 dobradinhas. O dinheiro era a parte que cabia ao PSB (antigo partido de Antonio Carlos) para os gastos com os cabos eleitorais.
O advogado do ex-prefeito, Antonio Carlos de Andrade Vianna, criticou os promotores. Mais importante do que ficar entrando com repetidas ações seria dar sequência nas anteriores.


