Curitiba - O advogado Alexandre Gavriloff, chefe do Departamento de Outorgas do Ministério dos Transportes, disse que sua visita ao Paraná vai servir para corrigir possíveis erros nos moldes como as concessões públicas foram feitas. A chegada de Gavriloff a Curitiba estava prevista para o início da noite de ontem. Ele foi mandado ao Paraná pelo ministro Anderson Adauto, depois de uma conversa com o governador Roberto Requião (PMDB) na última quinta-feira.
Em entrevista por telefone à Folha, de Brasília, ele disse que seu trabalho no Paraná não tem prazo para terminar. ''Não vai ser uma viagem de bate-e-volta. Vou ficar à disposição dessa questão, verificando in loco a situação do pedágio no Paraná '', adiantou. Ele vai analisar os contratos minuciosamente. O Ministério dos Transportes quer saber o motivo da confusão no Paraná em relação ao pedágio. Seu primeiro compromisso é uma reunião com o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, esta manhã.
Gavriloff ainda não sabe se o governo federal responderá solidariamente junto com o Estado do Paraná se houver rompimento dos contratos com as concessionárias. Dos 2,4 mil quilômetros de estradas pedagiadas, cerca de 75% são da União, mas foram repassadas ao Estado. ''Isso ainda terá que ser analisado pela nossa consultoria jurídica'', disse. O governo Roberto Requião (PMDB) já rebebeu sinal verde do ministro Anderson Adauto para assumir a administração das 26 praças de pedágio.
Depois que Gavriloff concluir seu trabalho no Paraná, o Ministério vai se pronunciar sobre o caso. Segundo Gavriloff, quem deve falar sobre a questão é o consultor jurídico da pasta, Henrique Gabriel. O relatório final será entregue ao ministro Anderson Adauto.
O governo continua a negociar com as empresas. Ontem, o secretário dos Transportes e representantes do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), conversaram com diretores da Caminhos do Paraná e da Rodovia das Cataratas.
O secretário de Estado dos Transportes, Waldyr Pugliesi, disse que o governo está disposto a suspender a exigência de algumas obras, como duplicação, em troca da redução das tarifas do pedágio.

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