Quatro auditores do Ministério da Saúde começaram ontem a auditar a contas da Secretaria Municipal de Saúde. O objetivo é analisar o destino dos recursos federais encaminhados ao Fundo Municipal de Saúde (FMS) para manter os programas Saúde da Família (PSF) - executado pelo Instituto Gálatas -, Policlínica, Serviço de Internação Domiciliar (SID) e Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), sob responsabilidade do Instituto Atlântico. Os termos de parceria com as organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) se encerraram no último dia 8.
Essas entidades foram denunciadas pelo Ministério Público como centro de duas organizações criminosas que, através de notas fiscais frias, desviavam dinheiro da Saúde e corrompiam agentes públicos.
Regina Amorin, funcionária do Ministério da Saúde no Paraná, disse que os técnicos ficarão dez dias em Londrina e, se necessário, a missão será prorrogada. Fazem parte da comissão Airton Machado, Isabel Nunes, Luiz Rodrigues e Sônia Bertol. A secretária de Saúde, Ana Olympia Dornellas, disse que os auditores lhe informaram que não dariam entrevistas sobre os trabalhos e também comentou sobre o objeto da auditoria. ''Eles me informaram que irão auditar os contratos com os dois institutos, portanto, desde dezembro do ano passado'', afirmou.
Os contratos anteriores, cujos serviços de saúde eram prestados pelo Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), não serão auditados. O entendimento é que órgãos federais, como a Controladoria-Geral da União (CGU), já analisam toda a documentação do período. A entidade, acusada de fraudes superiores a R$ 300 milhões, também já foi denunciada à Justiça.
Os auditores também devem se reunir com o Ministério Público, porém, segundo o promotor Cláudio Esteves, o encontro ainda não foi agendado. O pedido de auditoria nas contas do Fundo Municipal de Saúde foi feito pelo Conselho Muncipal após dois conselheiros terem sido presos envolvidos no esquema fraudulento.

mockup