Ministério da Saúde cobra R$ 218 mil de Ponta Grossa
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sábado, 29 de dezembro de 2001
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Ponta Grossa- O Ministério da Saúde (MS) está exigindo que a Prefeitura de Ponta Grossa devolva R$ 218 mil aos cofres da União, dinheiro que foi repassado ao município para realização de obras na maternidade municipal, inaugurada no dia 30 de dezembro de 2000 pelo então prefeito Jocelito Canto (PRP). A maternidade teve investimento de aproximadamente R$ 400 mil. Parte dos recursos veio do MS.
Segundo relatório de peritos do MS, as obras não seguiram o projeto que condicionava a liberação do dinheiro. A maternidade apresentava uma série de problemas, a ponto da atual a administração municipal ter interditado o hospital três dias após ter sido inaugurado. A maternidade sequer tinha água encanada no berçário, para atender os cinco bebês que lá nasceram. A água teve de ser trazida de fora, em baldes.
Os equipamentos, como incubadoras, tinham voltagem 220 volts, enquanto a do prédio era de 110 volts. Apesar das paredes possuírem saídas para fornecimento de oxigênio, por exemplo, a tubulação não existia. As saídas estavam apenas coladas nas paredes. Também não havia medicamento, pois no estoque havia apenas dois frascos de soro para adulto.
Por essas irregularidades, o Ministério da Saúde quer o dinheiro de volta. No entanto, o prefeito Péricles de Holleben Mello (PT) alega que o município não tem condições de fazer essa devolução e também não considera justo que tenha de gastar para reparar um erro da administração anterior. Por isso, avisa que vai acionar judicialmente o ex-prefeito Jocelito Canto e os responsáveis pela obra.''Vamos cobrar deles esses recurso'', avisa.
Em seu programa de rádio, que vai ao ar todas as manhãs, o Canto disse que não há nenhuma irregularidade na maternidade e que não existem motivos para devolver os recursos.


