Brasília - Acordo de líderes firmado em reunião realizada na tarde de ontem pode permitir a votação da medida provisória 66 (minirreforma tributária) na sessão da Câmara dos Deputados, a ser iniciada no início da noite.
  Os líderes do PT, do governo federal, do PMDB e de outros partidos de oposição a Fernando Henrique Cardoso concordaram em colocar a MP em votação, depois de modificar alguns pontos do texto, contornando os principais obstáculos à apreciação da medida.
  Segundo o líder do PT, João Paulo Cunha (SP), três alterações feitas de última hora no texto fizeram com que o PFL e o PPB desistissem de desobstruir a matéria, conforme decisão anunciada no início da tarde.
  A MP foi modificada para reduzir a cobrança do PIS/Cofins na compra de energia de produtores independentes, para evitar a bi-tributação de empresas do setor elétrico que tomaram dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e para incluir outros de setores no Simples (cobrança simplificada de tributos para pequenas empresas).
Cunha disse acreditar que haverá votos suficientes para aprovar a minirreforma tributária. ‘‘Nós temos votos para aprovar, mas o ideal é que todo mundo esteja envolvido nesta votação’’, afirmou.
  O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), afirmou ontem que colocaria a MP em votação, independentemente de haver acordo entre os partidos. A promessa já havia sido feita na semana passada, mas a votação acabou não acontecendo.

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