Mínimo regional deve dominar trabalhos na AL
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Assembléia Legislativa já deve ser pautada com projetos e mensagens do governo importantes logo no início dos trabalhos, amanhã. Entre eles, o mais polêmico deve ser a votação do salário mínimo regional, de R$ 437, proposto pelo governo do Estado. Além deste, os parlamentares devem votar o aumento salarial do quadro geral dos 40 mil servidores do Estado, a diminuição das férias legislativas e também quem ocupará as vagas dos conselheiros do Tribunal de Contas (TC) Rafael Iatauro, que deve pedir aposentadoria em março, e Quiélse Crisóstomo da Silva.
O presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão (PSDB), acredita que as mensagens do governo sobre o salário mínimo e sobre o aumento salarial dos servidores devem ser votadas rapidamente. ''A mensagem com o aumento salarial o Requião (governador Roberto Requião - PMDB) prometeu levar à Casa logo. E como a pauta está livre deve votar rápido'', explicou. A bancada aliada ao governo do Estado é maioria dentro da Assembléia. E o fato de ser ano eleitoral deve ajudar estes projetos a tramitarem ainda mais rápido.
Os deputados ainda devem decidir quem vai ocupar as duas vagas livres no TC. Uma delas, deixada pela morte de Crisóstomo da Silva, pertence à Assembléia, que recebe inscrições dos interessados e depois vota o nome. Já a vaga liberada pela saída de Iatauro, está sendo disputada judicialmente entre o governo do Estado e os auditores do Tribunal. Uma primeira decisão judicial já deu a vaga aos auditores que agora precisam mandar uma lista com três sugestões de nomes para a Assembléia votar.
O presidente da Casa disse que o fato de 2006 ser ano eleitoral não deve influenciar no trabalho dos deputados, principalmente no primeiro semestre. ''Pelo contrário. Acredito que com a TV Assembléia os debates serão mais acalorados. E a definição de quem apoia quem também será mais clara'', afirmou.


