Um dia depois de intermediar com sucesso um acordo para fixar o salário mínimo em R$ 200,00, o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), foi lançado oficialmente como pré-candidato ao Planalto em reunião da bancada tucana com o comando da sigla. Os deputados federais do PSDB Jovair Arantes (GO) e Zenaldo Coutinho (PA) pediram ao presidente do partido, o também deputado José Aníbal (SP), a inclusão de Aécio na relação de pré-candidatos tucanos. Os congressistas mineiros, liderados por Nárcio Rodrigues, apoiaram a iniciativa. Aníbal anotou o pedido, vai procurar Aécio e marcou nova reunião da bancada para a semana que vem.

Oficialmente, Aécio diz que se candidatará a um cargo por Minas (governo ou Senado). No entanto, deixa correr solta a articulação de deputados tucanos com o objetivo de torná-lo uma opção concreta na corrida presidencial. Os partidários de Aécio avaliam que a acirrada disputa entre o ministro da Saúde, José Serra, e o governador do Ceará, Tasso Jereissati, pode levar os dois a se inviabilizarem mutuamente. Se isso ocorrer, querem estar prontos para entrar com a alternativa Aécio no jogo sucessório.

Os partidários de Aécio consideram difícil evitar o lançamento de José Serra. Entre outras coisas porque o ministro é o preferido do presidente Fernando Henrique Cardoso e está melhor nas pesquisas de opinião do que Tasso, apesar de não ter um desempenho bom. Em média, o ministro da Saúde tem alcançado entre 7% e 8%. Tasso, a metade disso.

No entanto, se Serra continuar a patinar, poderá aparecer lá por abril ou maio a chance de Aécio entrar para valer na disputa. Enquanto isso, ele faz a sua parte na presidência da Câmara a fim de aumentar seu cacife político. Além de ter saído da semana como ''o pai do salário mínimo de R$ 200'', ele bancou anteontem novo acordo para corrigir em 17,5% a tabela do Imposto de Renda.

Também ontem foi lançado o nome do ministro da Agricultura, Pratini de Morais (PPB-RS), para concorrer à sucessão presidencial. O lançamento oficial da sua pré-candidatura ocorreu no gabinete da liderança do PPB na Câmara Federal, deputado Adelmo Leão (MG). Várias personalidades do partido estiveram presentes como o ex-prefeito Paulo Maluf e o deputado Delfim Netto (SP), cujo nome foi lançado pelo PPB paulista para disputar a Presidência.

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