Mini-pacote tributário também é missão para volta das férias
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sábado, 30 de junho de 2001
Eugênia Lopes Agência EstadoDe Brasília 
Outra missão dos deputados e senadores daqui a um mês é a aprovação do mini-pacote tributário do governo, anunciado na sexta-feira. As medidas do pacote tributário só chegarão para serem votadas no plenário da Câmara no final de setembro ou início de outubro e, portanto, podemos ir analisando outras propostas que já estão prontas para serem apreciadas pelos deputados, explica o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP).
O motivo para a pauta paralela ao pacote é que a crise política deflagrada no Senado com a violação do painel eletrônico acabou influindo no ritmo de votações da Câmara, que ficou mais lento. Por isso, agora, os governistas preparam uma substancial agenda para o segundo semestre.
Otimistas, os aliados não vêem empecilhos para a aprovação de projetos pendentes. Avaliam que nem a antecipação da corrida pela sucessão presidencial nem as denúncias envolvendo cada vez mais o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), atrapalharão os trabalhos. Estão confiantes que a base aliada permanecerá unida, aprovando as propostas de interesse do governo FHC, apesar dos interesses conflitantes dos partidos na corrida presidencial.
Seria um absurdo mais de um ano antes das eleições não termos condições de votar matérias importantes, reage o líder do PSDB na Câmara, Jutahy Magalhães Júnior (BA). As denúncias contra o senador Jader Barbalho tem um caráter pessoal e não institucional, argumenta o tucano. A antecipação das discussões das eleições de 2002 não vai atrapalhar os trabalhos da Câmara, garante o líder Madeira.
Ele lembra que, apesar da crise política do painel eletrônico e do imbróglio envolvendo Jader, tanto a Câmara como o Senado votaram propostas importantes neste primeiro semestre. Cita como exemplo a regulamentação do Fundo da Pobreza e o projeto que corrige as perdas, correntes de planos econômicos, nas contas do FGTS. Temos votado tudo, sentencia o líder.
Até que o mini-pacote tributário chegue ao plenário da Câmara, os governistas vão esforçar-se para aprovar o projeto de lei que regulamenta os fundos de previdência complementar dos servidores públicos da União, Estados e municípios, a proposta que estabelece regras para o setor elétrico e dar continuidade às discussões da emenda à Constituição que trata do sistema financeiro. Querem ainda aprovar, no fim de setembro ou início de outubro, o projeto que cria regras para o saneamento básico.


