"Minha parte na vida pública se encerra aqui", diz Francisconi
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sexta-feira, 14 de setembro de 2018
Guilherme Marconi <br> Reportagem Local 

Afastado da Prefeitura de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) por tempo indeterminado pela Operação Patrocínio do MP (Ministério Público) na segunda (10), Luiz Francisconi Neto (PSDB), o Doutor Francisconi, negou envolvimento no suposto esquema de corrupção com desvio de R$ 236 mil e direcionamento de contratações no município. Ele cumpriu a medida cautelar determinada pela Justiça e foi ao Creslon de Londrina nesta sexta-feira (14) colocar tornozeleira.
Ao todo 11 pessoas são investigadas por suposto recebimento de vantagens indevidas. Os secretários municipais foram exonerados do cargos e também estão sendo monitorados. Apenas, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Dário Campiolo, conseguiu na Justiça adiar a colocação da tornozeleira para segunda-feira (17).
Francisconi afirmou que vai provar a inocência e tentar voltar a ocupar a cadeira de prefeito. "Quero voltar apenas para demostrar minha inocência. Estou bem desanimado com a política, minha parte na vida pública se encerra aqui," declarou à FOLHA.
O prefeito questionou que não teve oportunidade de ser ouvido nem na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) aberta na Câmara de Rolândia nem pelos promotores. "Não existe condenação, está tudo pela metade e só tenho acesso ao que foi falado na mídia." Francisconi também afirmou que a medida cautelar seria desnecessária porque a gestão nunca se negou em colaborar com a investigação que foi aberta em dezembro de 2017.
O promotor do Gepatria (Grupo de Proteção ao Patrimônio Público e no combate à improbidade administrativa), Renato de Lima Castro, disse que todos os investigados serão interrogados. Na próxima segunda está marcado o depoimento da ex-secretária de saúde do município Rosana Alves e do procurador jurídico Alisson Camargo. O promotor foi questionado sobre a falta do interrogatório. "Eles não foram ouvidos porque tem conhecimento dos crimes que praticaram", disse Castro. O promotor alegou ainda que o material apreendido trouxe "novas provas" e "conversas comprometedoras". Ao final do inquérito o MP deverá oferecer denuncia de improbidade administrativa na esfera civil e de corrupção na esfera criminal.
A Câmara de Rolândia também solicitou ao MP o compartilhamento das provas para embasar abertura de uma Comissão Processante contra Francisconi.


