Brasília - A possibilidade de uma parceria entre o PT e o PSDB nas eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte este ano também é um ingrediente importante nesse caldeirão. De olho na movimentação do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), outro pré-candidato à Presidência, Lula acompanha com interesse a estratégia no segundo maior colégio eleitoral do País, depois de São Paulo.
Se Aécio migrar do PSDB para o PMDB - na tentativa de evitar o confronto de vida ou morte com Serra pela candidatura tucana à Presidência -, o cenário sucessório virará de cabeça para baixo.
Embora Lula ache improvável essa mudança, não se cansa de repetir uma frase atribuída ao ex-governador de Minas José de Magalhães Pinto (1909-1996): ''A política é como as nuvens: uma hora está de um jeito e, logo em seguida, de outro.'' Detalhe: nos próximos dias, a cúpula do PMDB vai novamente namorar Aécio.
''Nós também marcamos um encontro com Tarso Genro para quinta-feira'', contou o líder da bancada do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). ''Está na hora de a gente parar de discutir só cargos e pensar na política, em 2008 e em 2010.''
Com o mesmo discurso de Lula, Alves diz que o ideal é evitar o racha na base aliada e conseguir o lançamento de uma candidatura única à Presidência em 2010. E pode ser Dilma? ''Se ela desejar ser, será'', desconversa o deputado. ''É uma excelente ministra, fiel a Lula, mas falta a ela molho político e versatilidade'', ressalva. Para o líder do PMDB, trata-se de uma ''questão de forma, não de conteúdo''. (V.R./Agência Estado)

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