GenebraÍndia e Paquistão colocaram uma grande quantidade de minas desde dezembro passado ao longo de suas fronteiras, em uma das maiores operações de instalação de tais artefatos jamais realizada, denunciou ontem, em Genebra, a Campanha Internacional paraa Proibição de Minas Antipessoais (ICBL). ‘‘Tentamos iniciar o diálogo com ambos governos, trocamos cartas, fizemos contatos em outras circunstâncias, mas eles não se mostraram interessados em falar com alguém sobre o tema no contexto atual’’, censurou Stevan Goose, presidente do grupo de trabalho da ICBL falando à imprensa.
Disparos de artilhariaToda a fronteira entre Índia e Paquistão, na região da Caxemira, foi cenário de disparos de artilharia entre os dois exércitos durante as duas últimas semanas, afirmaram as autoridades ontem.
Posição indianaA Índia voltou a manifestar, ontem, uma crescente impaciência em relação ao Paquistão, e assinalou que o presidente Pervez Musharraf teve tempo suficiente para pôr fim ao terrorismo. ‘‘O general Musharraf teve todo o tempo que quis desde 11 de setembro (...) É vital que se dê conta da urgência da situação’’, disse o ministro das Relações Exteriores, Jaswant Singh, em entrevista coletiva à imprensa. ‘‘Não cabe a mim estabelecer prazos para os compromissos assumidos por Musharraf não apenas diante da Índia, mas também diante da comunidade internacional’’, acrescentou, ao fim de uma primeira reunião com o colega britânico, Jack Straw.
Singh explicou que a Índia estuda maneiras de comprovar os esforços do Paquistão para controlar a infiltração de militantes na parte da Caxemira controlada pela Índia.

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