O governo federal decidiu que vai investir mais nos Estados de Minas Gerais e Bahia, o segundo e o quarto mais importantes colégios eleitorais do País, respectivamente. A proposta do Orçamento da União para 2002, ano de eleições gerais, concentrou recursos no Nordeste, onde determinados Estados, como o Piauí, ficou com quase o dobro das verbas destinadas ao Rio de Janeiro, o segundo maior colégio eleitoral e governado pelo presidenciável Anthony Garotinho, recentemente filiado a um partido da oposição (PSB). A proposta que começa a ser debatida no Congresso nesta semana, será modificada até a aprovação final da lei orçamentária, em dezembro.

Do total de R$ 11 bilhões que a União pretende gastar em investimentos (projetos e atividades) no próximo ano, de acordo com a proposta do Orçamento encaminhado na última sexta-feira ao Congresso, o Estado comandado pelo governador mineiro Itamar Franco (PMDB) terá a maior fatia dos recursos R$ 600,6 milhões enquanto para a Bahia foram destinados R$ 405,8 milhões.

O Rio Grande do Sul, governado pelo PT e outro colégio eleitoral de peso, ficou em sexto lugar na divisão das verbas. Para os gaúchos, estão previstos R$ 327,4 milhões. Ceará, comandado pelo presidenciável Tasso Jereissatti (PSDB), ficou em quarto lugar na distribuição dos recursos para investimentos no próximo ano.

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