O presidente Fernando Henrique reeditou ontem 75 medidas provisórias e editou duas novas, mantendo a estratégia de forçar a convocação extraordinária automática do Congresso no final de janeiro. Uma das novas MPs é a que concede o reajuste de 20,49% aos militares a partir de 1º de janeiro, garantido por meio de cortes no orçamento de ministérios civis e em custeios.
A exposição de motivos da MP lista as seguintes fontes para o pagamento: R$ 200 milhões com o adiamento do ingresso de concursados, R$ 280 milhões com a redução de despesas com decisões judiciais, R$ 340 milhões reduzindo despesas com pessoal e R$ 354 milhões com o corte de despesas de custeio e investimentos. A área econômica pressionou para que o aumento fosse pago com o corte de verbas do orçamento dos próprios militares, mas FHC não autorizou.
Ao contrário dos servidores civis, que entram no sétimo ano de governo FHC sem nenhum reajuste linear, os militares foram contemplados com 28,23% que será pago em duas parcelas. Em janeiro, o aumento médio será de 20,49% o que provocará o impacto de R$ 1,174 bilhão no orçamento 2001. O desconto mensal, nos salários dos militares da ativa e da reserva, subiu de 5,1% para 11%.

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