Militares formam grupo para preparar Ministério da Defesa
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terça-feira, 13 de janeiro de 1998
Agência Estado Brasília 
O governo dará hoje um passo definitivo em direção à criação do Ministério da Defesa. Representantes do Exército, Marinha, Aeronáutica e Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) reúnem-se para estabelecer os dez grupos de trabalho que irão preparar, até março, o desenho do novo Ministério. A reunião será no EMFA, às 14 horas, sob a coordenação do general Ariel Pacca da Silveira, que está à frente dos estudos.
O nome do novo ministro, que poderá ser civil ou militar, ainda está sendo estudado. O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Ronaldo Sardenberg, de acordo com assessores palacianos, se considera candidato natural. Só que o nome do novo ministro será definido apenas num momento posterior, quando as normas do futuro ministério estiveram acertadas. O presidente avisou a auxiliares que não quer pensar nisto agora. Tem tempo. Isto é coisa lá para a frente, desconversou, lembrando que antes disso terá de pensar nos ministros que deixarão seus cargos em abril para se candidatar.
Com a instalação do Ministério da Defesa os ministros do Exército, general Zenildo Lucena, da Marinha, almirante Mauro Pereira, da Aeronáutica, Lélio Lobo, e do EMFA, general Benedito Leonel deixarão seus cargos. Nenhum deles será aproveitado na nova estrutura.
O Palácio do Planalto está convencido de que todos os obstáculos para criação do Ministério da Defesa já foram superados. A Marinha, que apresentou a maior resistência a princípio, insistindo em afirmar que a criação de um novo ministério seria um erro, já absorveu a idéia de que esta é uma determinação do presidente da República, comandante-em-chefe das Forças Armadas e, por isso, vai colaborar com os estudos para viabilizar a proposta da melhor forma possível.
No final do ano passado, em novembro e dezembro, uma comissão interministerial fechou o cronograma dos trabalhos. O presidente quer o novo ministério funcionando no segundo semestre deste ano. Hoje, serão instalados os grupos que trabalharão para unificar os seguintes temas: orçamento e finanças, pessoal, administração, inteligência, estratégia e operações, logística, mobilização, ciência e tecnologia, assuntos internacionais e atividades subsidiárias e complementares. Estes dez grupos foram encontrados a partir da análise de 62 áreas que as três forças trabalham, separadamente. As demais serão ajustadas aos poucos.


