Militância petista preocupa comitê
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terça-feira, 29 de setembro de 1998
Nelson Breve Agência Estado 
O comando da campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso à reeleição está preparando sua militância para tentar impedir o trabalho de boca-de-urna dos militantes do PT. No último final de semana, os comitês estaduais distribuiram material de campanha e cartilhas para ensinar os eleitores a votar nas urnas eletrônicas e orientar os 750 mil fiscais oficiais da Coligação União, Trabalho e Progresso e cerca de 1,5 milhão de militantes, que deverão atuar como fiscais informais na véspera e no dia da eleição.
O coordenador de mobilização da campanha, José Abrão, disse ontem em Brasília que os militantes serão orientados para irem às ruas com bandeira e camiseta da campanha nos próximos dias 2 e 3 de outubro, véspera da eleição. Podemos enfrentar a militância do PT porque nós crescemos e eles se enfraqueceram nesta eleição, sustentou Abrão, dizendo que o objetivo dessa mobilização é não deixar a impressão de inferioridade.
Os fiscais informais também estão sendo orientados a denunciar - inclusive pelo telefone, em sistema de discagem gratuita - o trabalho de boca-de-urna. Queremos evitar que qualquer um faça o que não é permitido pela lei, afirmou Abrão. A lei eleitoral proíbe qualquer atividade política no dia da eleição. Além da venda e do consumo de bebidas alcoólicos, não é permitido aglomerações de militantes, carros de som, entrega de panfletos e abordagem de eleitores, entre outras proibições.
No domingo, dia da eleição, o presidente Fernando Henrique Cardoso embarca às 10 horas para São Paulo e deve votar entre 11 horas e 11h45 na Escola Alberto Levi, em Higienópolis. Em seguida, ele vai a seu apartamento da Rua Maranhão. Segundo informou ontem sua assessoria, o presidente embarca de volta a Brasília por volta das 16 horas, devendo acompanhar a contagem dos votos no Palácio da Alvorada.


