Mídia consome a maior parcela dos orçamentos
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segunda-feira, 14 de agosto de 2000
Pedro Livoratti De Londrina 
Em tempos de vacas magras, candidatos são unânimes que a campanha eleitoral deslancha a partir de hoje, com a transmissão da propaganda na TV e no rádio. Além de dar a largada, a mídia eletrônica deverá consumir a maior parte do orçamento previsto pelos cinco candidatos a prefeito de Londrina. O custo de produção deve girar entre R$ 200 mil e R$ 350 mil, neste primeiro turno. No final da semana passada, produtores já delineavam o programa de estréia. Este ano o orçamento mais baixo deverá interferir na linha dos programas, que apostarão na simplicidade.
Ao invés de uma linguagem publicitária, o enfoque será jornalístico, mostrando reportagens em vez de vinhetas produzidas. Os candidatos apostaram também nas pratas da casa, contratando jornalistas e produtores da cidade. Apenas Farage Kouri (PFL) buscou a experiência de uma conhecida produtora de Curitiba.
O publicitário Paulo Nobre, prefeito, é o coordenador da equipe montada pelo candidato tucano Luiz Carlos Hauly. Ele admite que este ano a estrutura está mais enxuta. Para conquistar o eleitor, a equipe prepara uma mistura de reportagens com propaganda do plano de governo. O publicitário explicou que nos três dias reservados para o programa do candidato a prefeito, o eleitor verá cinco ou seis propostas concretas.
O produtor Lourivaldo Pontedura, contratado para coordenar a campanha de Luiz Eduardo Cheida (PMDB) adotou a linguagem jornalística para os programas do candidato. Vamos mostrar reportagens e o plano de governo; vai ser uma produção alegre, mas com muita informação, afirma.
Segundo adiantou, o ex-prefeito de Londrina aparecerá constantemente nos dias reservados para os candidatos às eleições majoritárias: Ele fotografa bem, tem postura e domina o veículo. As obras e projetos de Cheida também serão evidenciadas para o eleitor.


