Arquivo FolhaAlborghetti: assistencialismoQuem assiste ao programa ‘‘Alborghetti’’, transmitido diariamente pela TV Independência em cadeia estadual, não tem dúvida de que o deputado Luiz Carlos Alborghetti (PFL) usa a mídia para assegurar a fidelidade do seu eleitorado. Suas aparições, sempre regadas com cenas tragicômicas e irreverentes, dão o tom daquilo que o seu eleitor quer ver e ouvir: sangue e notícias sobre o mundo do crime.
O deputado não precisa de escritório político para conquistar o apoio de seus simpatizantes. Usa as telas para fazer o que mais sabe: um assistencialismo que consiste basicamente na doação de cadeiras de rodas, dentaduras e óculos. Ato que vem demonstrando ser mais eficaz que os tradicionais e enfadonhos discursos demagógicos.
Alborghetti foi o segundo deputado mais votado na eleição de 94. Perdeu só para Carlos Simões (PSDB), que também usa a mídia - o rádio - para dar o seu recado e garantir seus apoios. Seu discurso político concentra-se no ataque à criminalidade e na defesa da família.
Em Londrina, os deputados federais Luiz Carlos Hauly (PSDB) e José Janene (PPB), além do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PT) mantêm programas de TV no espaço reservado à programação local da rede CNT. Hauly faz um programa semanal aos sábados, de 15 minutos, ‘‘A semana em Brasília’’, um resumo das votações no Congresso. Mas ele também não perde a oportunidade de alfinetar os adversários - um de seus alvos preferidos é o governador Jaime Lerner (PFL), a quem acusa de ser ‘‘o pior governo da história do Paranᒒ. Frase que Hauly repete sempre que pode.
‘‘Fala Janene’’, aos sábados, tem duração de 15 minutos, espaço onde o deputado comenta os assuntos do Congresso, estimula a filiação partidária (ele também é presidente regional do PPB), aproveita para divulgar a sua agenda na região e manda recado para prefeitos e lideranças.
O ex-prefeito de Londrina apresenta ‘‘Opinião de Cheida’’ de segunda a sexta, das 11h55 às 12 horas. Além de comentar assuntos da cidade, principalmente através de cartas que recebe, Cheida aproveita o programa para cobrar providências do poder público, que administrou até dezembro do ano passado. Ele faz sugestões à Câmara e também à prefeitura e encerra sempre com uma mensagem otimista. Assuntos políticos também não fogem do foco de Cheida. (Colaborou Patrícia Zanin)

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